Programa Conversas Imaginárias - 28 de Novembro
Feira do Livro Fantástico (no átrio, durante o evento; com o apoio Dr. Kartoon)
Auditório da BMOR:
15:00-16:00 –Auto-edição em Portugal: oportunidades e problemas.
Com Pedro Ventura (moderação), Paulo Fonseca, Rafael Loureiro.
16:00-16:30 – Conselhos de leituras fantásticas.
Com João Barreiros, Nuno Fonseca, Cristina Alves.
16:30-17:00 – Intervalo.
17:00-18:00 – Novidades e Projectos de Banda-Desenhada.
Com João Lameiras (moderação), Ricardo Venâncio, Rui Ramos, David Soares, Filipe Melo.
18:00-19:00 – Novas aventuras do Fantástico Português.
Com Rogério Ribeiro (moderação), Telmo Marçal, Fábio Ventura, Bruno Martins, Ana Vicente Ferreira.
20:00 – Tertúlia Noite Fantástica.
(Jantar, ver
aqui para mais informações).
Depois das Conversas... os comes-e-bebes

No dia 28, após o encerramento das
Conversas Imaginárias, os interessados poderão participar em mais uma edição da
Tertúlia Noite Fantástica, uma iniciativa que reúne vários fãs do género fantástico à volta da mesa.
Por questão de comodidade, o jantar está a ser planeado para o restaurante
Chili's, que fica a uma curta distância a pé do auditório da Biblioteca de Telheiras. O
menu de grupo, com vários itens à escolha, deverá ficar por 12 euros.
Como é hábito, podem reservar um lugar para a
Tertúlia Noite Fantástica através do email
tertulianoitefantastica@gmail.com.
Primeiras Conversas Imaginárias...
Foi uma tarde bastante chuvosa que marcou o início das Conversas Imaginárias. Também por isso, mais acolhedor se tornou o interior do auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.
(Gonçalo Sousa, Filipe Teixeira, Ana Maria Baptista, Andreas Rocha)Começando pouco depois da hora marcada, a
Ana Maria Baptista deu o mote para a conversa sobre concept art, com
Gonçalo Sousa,
Filipe Teixeira e
Andreas Rocha. Mostrou-se e falou-se de arte conceptual, e dos mercados nacional e estrangeiro.
(Paulo Prazeres, Pedro Florêncio, Rogério Ribeiro, Filipe Melo, António de Macedo)Após a exibição de
FRUNC (
curta), de
Paulo Prazeres,
Papá Wrestling (
curta), de
Fernando Alle, e
I'll See You In My Dreams (
trailer), de
Filipe Melo, tive o prazer de moderar (em substituição da adoentada
Rita Palma) a sessão sobre cinema fantástico.
Com a participação de
Pedro Florêncio, da equipa de Papá Wrestling, de
Paulo Prazeres,
Filipe Melo, e do consagrado
António de Macedo, falou-se das curtas-metragens apresentadas e do cinema fantástico em geral. Mais uma vez, vieram ao de cima os problemas que condicionam a produção nacional, e foram apontadas possíveis soluções.
Em ambas as sessões, a assistência participou com várias questões pertinentes. Este primeiro dia de Conversas Imaginárias terminou às 20h, quase uma hora depois do planeado, ainda dando sinais de um debate vivo (nessa altura sobre o papel dos argumentistas).
No próximo sábado, dia 28, continuam as Conversas Imaginárias...
Começam hoje... as Conversas Imaginárias!

Hoje, às 16h, começa o ciclo de conversas sobre o Fantástico.
Neste primeiro dia, os temas andarão à volta do cinema e da arte conceptual. Mais informações sobre o programa,
aqui.
De bónus, está já aberta a exposição de arte fantástica do Imaginarte (panorâmica parcial da exposição acima; foto gentilmente cedida por Paula Piedade).
Prémio Utopia 2009 - última chamada para submissões de arte fantástica

O
Prémio Utopia, iniciativa do
Núcleo Português de Arte Fantástica, aceita submissões para a sua edição de 2009, a segunda, até ao dia 31 de Dezembro.
À semelhança do que ocorreu na edição inaugural, ao vencedor do Prémio Utopia será atribuído um troféu, entregue em
cerimónia de gala.
O Prémio UTOPIA baseia-se no conceito da Arte Fantástica contemporânea, que se caracteriza pela transformação do real em imaginário e tem sempre uma conotação figurativa ou representativa, além de transmitir diversas abordagens que podem ir do sonho ao sobrenatural, das premonições às visões do mundo ou mundos diferentes, passando por expressões de crises sociais, além do cómico, do mítico, do erótico ou do horror.
Não havendo um estilo próprio de arte fantástica, mas sim várias expressões artísticas, que vão desde o surreal, o visionário, o simbólico, o onírico, o absurdo, o irracional, o tabu, o místico, o metamórfico e o metafísico entre outras formas de pensamento e arte, que provoquem e façam pensar.
Como chegar às Conversas Imaginárias?

As
Conversas Imaginárias irão ter lugar na
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa. Localizada no bairro de Telheiras, é facilmente acessível de carro ou metro.
Para melhor orientação, a localização pode ser seguida no Google Maps,
aqui.
De carro, os pontos de referência são o Estádio do Sporting, a Av. General Norton de Matos (a famosa 2ª Circular) e o Eixo Norte-Sul. Estacionamento aconselhado na Rua Hermano Neves, com acesso pedonal directo para a BMOR pela zona ajardinada.
De metro, seguir na linha verde até à estação terminal de Telheiras.
Aí, sair para a Estrada de Telheiras (que é uma rua estreita e só pedonal; não confundir com a paralela Rua Prof Francisco Gentil - mais larga e com trânsito) e percorrer a rua até à BMOR.
O Futuro do Conto

Há algum tempo que defendo que o conto é um formato ideal para a literatura fantástica. Não depreciando os formatos mais longos, e não esquecendo que nem todos os autores geniais no conto se conseguem adaptar ao romance, e vice-versa, o conto testa a capacidade de estruturação e bom-senso do autor, assim como geralmente lhe prepara a mão para vôos mais altos (longos!).
Infelizmente, o mercado leitor parece não ter muito amor pelo conto (seja em colectâneas ou antologias). Da mesma forma, os próprios escritores, inebriados pela publicação em romance, independentemente de terem aptidão técnica para suportarem convicentemente uma tal narrativa, olham com desdém para o conto.
Mas, como diria o Astérix, parece que algumas aldeias se mantém irredutíveis num território conquistado pelos romances. Vem este assunto a propósito da recente
entrevista de
Pedro Sena-Lino, editor, entre outras, da antologia
Contos de Vampiros, ao Diário Digital.
A situação do mercado editorial torna a publicação de contos mais difícil e mais rara. E o conto não é um género fácil: é um raio-x preciso e certeiro ao mais definitivo e constituinte de um autor: os seus temas, os seus recursos, o seu imaginário, a sua técnica narrativa (…) Estou convencido que o conto representa um mercado extraordinário e que pode ser largamente expandido. Com as dificuldades de tempo com que os leitores de hoje se defrontam, o conto representa uma espécie de unidade mínima de tempo real de leitura. Penso que esta ideia devia ser trabalhada pelas editoras, e mais, devia ser fruto de uma campanha nacional.
Nesta entrevista, é ainda referido o parco tratamento que tem sido dado à simbologia fantástica nacional. Talvez isso esteja prestes a mudar. Depois de um primeiro número digital, a
Dagon promete a passagem para o meio físico e um aumento de qualidade. E consta que também a revista electrónica
Bang! irá brevemente anunciar inovações. Duas iniciativas que irão certamente estimular as mentes e canetas dos contistas portugueses.