domingo, abril 25, 2010

Um longo caminho...


Relata Roberto Mendes o estrondoso sucesso que constituiu a acção de divulgação que ele e o autor João Barreiros empreenderam na Feira do Livro de Sousel.

Iniciativas destas, descentralizadoras, podem revelar-se essenciais para a literatura fantástica nacional; dando um devido alento aos autores, e abrindo potenciais novos públicos ao género. Sem dúvida haverá actualmente uma grande curiosidade, que só beneficiará com o debate ao vivo destes temas. Não haverá porventura outra maneira de, mesmo nesta era em que se esperaria que o ubíquo acesso à net evitasse certas incorrecções, deixar de ver a literatura fantástica ser divulgadas com frases como a seguinte, retirada daqui (em que não há maneiras para contar todas as formas como ela pode estar errada):

"A propósito deste fenómeno [da literatura fantástica] que teve origem nos países nórdicos, mas que tem vindo a expandir-se em Portugal, as professoras deram ainda a conhecer alguns dos autores portugueses que se dedicaram e dedicam à escrita deste género literário, como é o caso de Júlio Verne e Filipe Faria."

*suspiro*

3 Comments:

At 4/25/2010 5:24 da tarde, Blogger Roberto Bilro Mendes said...

Obrigado pelo post Rogério.

Depois de passar por esta experiência enriquecedora fiquei com a certeza de que este é um caminho que é necessário percorrer para mudar a forma como o fantástico é percepcionado pelos professores e alunos portugueses.

Só tenho pena que não tenhas podido participar, serias uma mais valia nesta palestra. Talvez numa outra oportunidade.

Estou à espera dos vídeos para colocar no correio!
Um abraço

 
At 4/26/2010 12:35 da manhã, Blogger n.fonseca said...

depois de ler a "notícia" não sei se quero rir ou chorar, mas de uma coisa estou certo: se alguma vez for a Sousel, irei cheio de medo - parece que lá o pessoal da Câmara e os professores têm os miolos tão fritos que deviam ser considerados um perigo cultural público.

 
At 4/26/2010 9:29 da manhã, Blogger Roberto Bilro Mendes said...

Nuno,

Não me parece que estas situações aconteçam apenas em Sousel, mas sim na maior parte das escolas. Realmente esta frase que o Rogério mostra e que já conhecia, é uma das piores coisas que já li. E por isso mesmo foi esta palestra tão importante, pois desta forma, todos os alunos que naquela altura foram tão mal instruídos ficaram agora a perceber realente o que é o fantástico e o que é a FC.

Sousel teve pelo menos o mérito de, num ano em que a política mudou e em que apostam mais na cultura, convidar um autor como o Barreiros (e poderiam ter sido muitos outros que certamente o efeito positivo também aconteceria) para desmistificar falsas ideias sobre o fantástico.

Quem me dera que outras câmaras\escolas o fizessem também.

É realmente desmotivante verificar o nível a que as coisas chegam com o Júlio Verne a ser tomado como autor português...mas é motivante o facto de ter sido possível corrigir todos estes pontos negativos.

Mas generalizar não é bom, existem óptimos professores (que convidei a fazer parte da mesa) e maus professores, bons e maus autarcas, como em todo o lado...

Um abraço

 

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